“Confessai-vos uns aos outros, buscando de preferência aqueles que ofendestes e,
quando a vossa imperfeição não vo-lo permita, procurai ouvir a voz de Deus,
na voz da vossa própria consciência.”
Hoje propomos ao querido irmão o estudo sobre a humildade. Esta qualidade tão difícil de ser alcançada, porque muitas vezes parece até que vai contra as possibilidades de evolução tecnológica necessária ao crescimento material dos seres humanos.
Parece que vai contra, mas não é verdade.
Se formos humildes para reconhecer que a nossa contribuição de conhecimentos é uma parte tão ínfima no contexto da sabedoria divina, nos esforçaremos sempre mais para alcançar o conhecimento que se nos apresenta um pouco adiante.
Mas a humildade vai muito além.
Ela nos faz conscientes de nossa pequenez e nos aponta as falhas cometidas, para que as vejamos; inúmeras vezes teremos que ter olhos de ver.
A humildade é divina porque ao nos realinhar a caminhada, quando constatamos os erros cometidos; se ela for realmente sentida com profundidade, nos levará ao encontro daqueles que foram alvos de nossos erros e nos oferecerá a oportunidade de pedir-lhes perdão e voltarmos a estar bem com eles enquanto ainda estivermos a caminho.
Por vermos a humildade como divina, também sabemos o quanto ela é difícil de ser adquirida uma vez que ainda estamos na dura luta da reforma cristã.
É neste momento que necessitamos do auxílio de Deus.
É neste momento, às vezes tão doloroso, quando necessitamos do perdão de nosso irmão e não conhecemos mais o caminho que nos dê acesso a seu coração que precisamos, humildemente nos render ao Pai, para que Ele, em Sua infinita sabedoria, acalme o nosso sofrimento e nos mostre o caminho, onde poderemos consertar a ação feita descuidadamente, e preparar o íntimo daqueles a quem prejudicamos.
Tudo se resolve através da conjugação: fé e oração.
Far-se-á o prodígio; as forças se corresponderão e obterás aquilo que desejas ou a força necessária para enfrentares o que pediste ao Pai para aceitar.
Ora com fé, e Jesus teu irmão muito amado, olhará por ti, como filho que és do mesmo Pai.
Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso”
Livro “Palavras Libertadoras” – Setembro de 1996