Assoberbados por tantas aflições o homem clama a Deus que o auxilie a resolves as situações de impasse, sem saber qual rumo tomará frente aos obstáculos que se lhe apresentam.
Envolve-se profundamente em seus problemas sem perceber que se volta egoisticamente para dentro de si mesmo.
Não nota a aflição que visita o lar do companheiro ao lado; não percebe o esgar estampado no rosto do colega de trabalho, nem se compadece com a miséria alheia a estender-lhe a mão na rua.
Preocupa-se consigo mesmo, fecha-se na couraça da auto piedade, tornando-se pessoa intratável, de convivência difícil. Não tolera a quem solicita sua atenção, afasta a todos que o cercam, vê-se sozinho, sente-se desprotegido e injustiçado.
Meu querido irmão, não deixe sua situação se agravar a este ponto. Para cada problema, um peso certo, uma dimensão adequada.
Você não pode ignorar o mundo cheio de controvérsias ao qual pertence, que espera pelo concurso de sua privilegiada inteligência e de sua confortável situação financeira.
Não esconda a cabeça na areia almejando o isolamento improdutivo. Antes, saia de si, auxilie os outros e verá que muitos dos seus problemas estão sendo paulatinamente solucionados por você mesmo, agindo como vetor da misericórdia divina.
Perceba o quadro aflitivo que o cerca e reaja com bondade e paciência, procurando acender um sorriso na face de cada companheiro que confia no seu apoio.
Volte-se para fora e conquistará equilíbrio e discernimento com os quais poderá aquilatar melhor os recursos de que dispões para resolver as próprias mazelas.
Confie em si mesmo como divino farol que é, a iluminar caminhos. Entregue os problemas a Deus e Ele os solucionará quando menos você esperar.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso” – Pasta 20