“A calúnia é isolada no algodão do silêncio.”
Na atividade verbalista, emprega o homem grande parte de sua vida, e da palavra articulada saem os bens e os males que às vezes o marcam por toda uma encarnação.
Poucos são os que cuidam do hábito de falar, principalmente em se tratando de vida alheia; esmaece a atenção quando é preciso aprender o bem, contudo, o olhar flameja interesse quando o mal surge à vista.
Sempre distraídos dos ensinamentos maiores, assimilam com rapidez quando o rádio anuncia calamidades, gastando horas de comentários eloquentes e censuras intermináveis ao governo ou a outro fator ligado ao ocorrido.
Fazem do uso da palavra que traz em si um magnetismo poderoso, campo para perturbação, desequilibrando a si próprios, dando margem a doenças psicossomáticas favorecendo e abrindo a mente para a obsessão espiritual.
Encarceram o espírito em débitos angariados por eles mesmos, pois a calúnia acaba se transformando em hábito, sem que o ser descuidado se dê conta disso.
É preciso pôr freios duros e fortes ao serviço verbal, cuidando para que a fala não se torne improdutiva e leviana, acarretando males para nós mesmos.
Lembre-se: os que agravam o próximo são doentes necessitados de internação na clínica do silêncio e da prece.
A renovação autêntica tem de começar em nós mesmos, com severo policiamento de todos os nossos atos.
Nas dificuldades do dia-a-dia esqueça os contratempos e siga em frente, recordando que Deus esculpiu em cada um de nós a faculdade de resolver os nossos próprios problemas.
Olvide ofensas e desgostos, tribulações e sombras e continue trabalhando quanto puder no bem de todos, isolando a calúnia e todo o mal que ela traz no algodão do silêncio e na prece a Jesus, pedindo auxílio e reconforto, sem carregar ressentimento pelo que dizem de nós, pois, nos esquemas da Eterna Justiça, o perdão é a luz que extingue as trevas.
Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso”
Livro “Palavras Libertadoras” – Setembro de 1996