Está no Evangelho de Jesus, a orientação segura: “pedi e obtereis”, e como somos, ora simplistas, acreditando que tudo que pedirmos teremos que ser atendidos; ora desconfiados, achando que não é verdade a promessa de Jesus, ou melhor, até impossível que Ele nos ouça e atenda; ficamos, então, no meio do caminho, muitas vezes, aturdidos diante da vida e das dificuldades que se nos apresentam.
Contudo, observemos a vida em si e teremos respostas às nossas dúvidas.
O homem que planta, colhe.
O homem que estuda, sabe.
O homem que luta, vence.
O homem que escuta, aprimora-se.
O homem que observa, aprende.
O homem que trabalha, produz.
O homem que auxilia, entesoura.
O homem que ama, caminha à frente da humanidade.
Em todas essas situações e em muitas outras o homem pode acumular quer material, quer espiritualmente.
Acumular significa ter um fundo ao qual pode-se recorrer em momentos especiais.
O homem deve vigiar para não acumular o supérfluo, nem estagnar diante dos bens materiais acumulados.
Deve, sim, entesourar as virtudes de seu caráter, o qual deve ir sendo lapidado, ao longo de sua existência terrestre.
Aquele que acumula para si, no intuito de barganhar no futuro, corre o risco de quase nada ter feito pela humanidade. E não há crescimento, nem do intelecto, nem da moral, nem do espírito, se a criatura entesoura para si, os bens que o Criador lhe propiciou.
Toda solicitação sempre requer da parte atendente, uma averiguação do perfil da criatura que solicita; sua honradez, a veracidade de sua palavra, o cumprimento da promessa.
Assim, se tivermos algum mérito, seremos atendidos, muitas vezes, não da forma que queremos, mas da forma que é melhor para nós; não na hora imediata que impomos, mas na hora exata em que realmente necessitamos.
Se soubermos avaliar, dia-a-dia, as dádivas que recebemos, reconheceremos que recebemos mais do que merecemos.
E se assim não visualizarmos, é porque a nossa vista ainda é muito pequena e turva, e o nosso entendimento embotado e falacioso.
Tenhamos, contudo, confiança na ação socorrista que está vindo ao nosso encontro, toda vez que fazemos uma rogativa, porque, se algumas vezes não sabemos honrar a condição de filho, o Pai Maior nunca abdica de Sua Misericórdia em favor de nós.
Acumulemos, sim, os bens espirituais, a fim de que as nossas solicitações possam chegar a Deus Pai e retornar repletas de luzes e bênçãos, as quais são os juros do montante que aplicamos, permanecendo o crédito inicial a multiplicar-se mais e mais a cada passo que damos em direção ao infinito.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso” – Pasta 20