“Dor e sacrifício, aflição e amargura são processos de sublimação que o
Mundo Maior nos oferece, a fim de que nossa visão espiritual seja acrescentada.”
Devemos bendizer e abençoar este planeta que nos acolhe com suas dificuldades e aflições para que nosso espírito se aperfeiçoe e lapide suas facetas escuras, tornando-se mais evoluído.
A dor apura a consciência e abre a visão espiritual. No entanto, se compreendermos a função da dor e fizermos a nossa parte na educação da mente, aprimorando os pensamentos maus, para que as idéias se iluminem, iremos aliviar a metade destes sofrimentos.
Nada existe de insignificante na estrada tortuosa que percorremos. Todas as concessões do Pai Celeste são lições preciosas que devemos aprimorar dia a dia.
Todos os nossos sofrimentos são derivados de nossa própria revolta de não desfrutarmos a felicidade nos moldes em que planejamos. Vivemos amargurados conosco mesmos, chorando e perdendo tempo valioso maldizendo as dificuldades, quando devíamos identificar a sua razão.
No íntimo, sabemos que retornamos de um passado marcado por erros graves cujo resgate se faz necessário.
Deixa, pois, que a dor te cinzele o íntimo, arrancando-te as múltiplas falhas de personalidade que ainda conservas de reencarnações fracassadas e aceita a dor como mensagem de despertar, recebendo a dificuldade como ensejo de combate a tua própria desorganização mental e espiritual.
Acolhe a provação com paciência, considerando todos os problemas como exames ao teu aprendizado.
Não recues diante da luta, se realmente já podes interessar o coração nos climas superiores da vida espiritual. Ninguém é culpado dos nossos infortúnios, somente nós mesmos.
Jesus é o Salvador, e nós temos que salvar o planeta Terra, para que Ele possa mostrá-lo ao Pai cheio de modificações para melhor.
Que se cumpram as profecias, mas que se cumpram também os atos determinantes que dependem de cada um a caminho da sua própria redenção.
Sê um guardião da Terra, mas sê também um elemento de sua transformação para o Terceiro Milênio, num avivar de consciências adormecidas, quase mortas na existência carnal, deixando um pouco de lado o “para ti mesmo”, doando-te um pouco mais para o outro, numa palavra, dividindo os dons de que Deus te dotou para fazer progredir espiritualmente o planeta de tão difícil provação.
Agora é a hora.
Vai, pois, busca a pá, a charrua e sai a plantar. Depois colherás tranquilo o fruto de teu plantio na seara bendita do Mestre Jesus.
Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso”
Livro “Palavras Libertadoras” – Setembro de 1996