PEDRAS

“Ninguém passará ileso nos caminhos do mundo.

As pedras da incompreensão e da dor, no ambiente comum da existência carnal, chovem sobre todos.”

 

Quem está na Terra, na vida de luta e de difícil compreensão, sempre está a reclamar de algo ou por algo mais.

 

A cada canto, a cada esquina ouvimos o alarido de vozes que pedem, pedem, sempre a mesma coisa: queremos paz! E pela paz lutam, brigam e matam.

 

Contemplando esses acontecimentos do cotidiano queremos alertá-los sobre o seguinte fato: a Terra é um planeta de provas e expiações.

 

Todos, desde o mais rico até o mais pobre, desde o mais intelectualizado até o baldo de inteligência possuem os seus compromissos. Débitos do passado, débitos atuais, gerados pela própria incompreensão humana, a falta de fé e a falta de oração agravam os problemas do dia a dia de cada um.

 

Muitas vezes através do sofrimento é que se aprende a dar valor àquilo que outrora jogamos fora ou desprezamos:

 

se jogamos fora nossa saúde, podemos nascer com problemas físicos graves que teremos que suportar para sermos vencedores de nós mesmos;

se de inteligência fora do normal conduzimos mal nossas plateias, voltamos com ela reduzida para sentirmos a falta que ela nos faz.

 

Todos, sem exceção, expiarão o débito contraído; ninguém passará ileso pelos caminhos da Terra.

 

Porém, o importante é saber fazer do sofrimento um degrau que nos levará ao Pai, que se cumprido estiver nosso resgate com o passado, no encaminhará para mundos mais elevados, onde o sofrimento inexistirá.

 

Sofremos na consciência aquilo que produzimos. Portanto, os sofrimentos de ordem espiritual poderão nos acompanhar se não nos dispusermos a eliminá-los desde já de nossas mentes cósmicas.

 

Tenhamos todos os dias pensamentos positivos de fé, de saúde, de bem-estar físico e espiritual para que amanhã, quando deixarmos o Planeta, não carreguemos conosco forças negativas inúteis e pesadas que em muito contribuirão para nosso atraso mental e espiritual.

 

A cada um foi dado livre-arbítrio; façamos dele algo mais, façamos dele um condutor para a felicidade de nos tornarmos aqueles que seguiram o Mestre, que sofreu sem jamais reclamar pelos padecimentos em que se viu envolvido.

 

Cresçamos já e agora. Amanhã poderá ser tarde demais. Não nos curvemos frente ao próprio sofrimento.

 

Ergamos os olhos ao Pai dizendo: “Senhor, sois o meu Pastor e nada há de me faltar”.

 

Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso”

Livro “Palavras Libertadoras” – Setembro de 1996

 

 

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