No processo autoeducativo do homem, uma das facetas mais difíceis e penosas com a qual ele tem de lidar é o capitulo da libertação.
Egoísta ao extremo, o homem ama a tudo e a todos de maneira possessiva, tentando imprimir a sua forma de ser e agir aos demais, desrespeitando os gostos e os direitos de cada um.
Nos consórcios esponsalícios, então, mais se verificam os grilhões que prendem as criaturas umas as outras, num processo insuportável de dominação.
Por que tudo isto?
Falta de confiança um nos outros, falta de fé em Deus, falta de Jesus nos sentimentos, falta de esclarecimento, em resumo, imaturidade espiritual.
O espírito engatinha pelo reino hominal, mal se sustentando em suas pernas, mal erguendo a cabeça rumo a luz.
Vê-se, assim, compelido a ter todos os desejos satisfeitos, sem abrir mão, um pouco que seja, de seus caprichos, para beneficiar o irmão.
O processo de libertação é penoso para ele porque implica numa enorme sensação de perda.
Na verdade, o que ocorre é justamente o contrário: quanto mais ele libertar o irmão, o companheiro, o filho, o amigo, mais ele os terá junto ao coração.
Liberte os outros de seus desejos infantis;
Liberte os outros do julgamento;
Liberte os outros de solicitações descabidas;
Liberte os outros de qualquer tipo de constrangimento;
Liberte os outros, ensinando;
Liberte os outros, compreendendo;
Liberte os outros, renunciando;
Liberte os outros, amando.
O preço de sua própria liberdade está em jogo porque, à medida que você se despojar de qualquer desejo de posse, o liberto será você mesmo, podendo caminhar a passos largos rumo a felicidade.
Liberte-se libertando.
Desapegue-se, viva alegremente livre dos grilhões que você mesmo teceu para si.
Cresça espiritualmente com essa liberdade e verá quão mais apto estará para ajudar a libertação de tantas outras criaturas que, no seu exemplo, encontrarão um caminho a ser trilhado.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia Paulo de Tarso – Pasta 6