NÃO DESPRIMORE. DIGNIFIQUE.    

 

Toda vez que um homem é chamado a confrontar-se com outro homem, ele apela para parâmetros que construiu tendo em vista o seu grau evolutivo.

 

Pouca luz, pouco discernimento.

 

A aquisição de cultura, no entanto, pode torná-lo criatura insuportável, que enaltece os próprios atos, supondo ser o domínio de meia dúzia de leis, motivo para vangloriar-se.

 

Cultura e bondade, infortunadamente, não andam lado a lado no orbe terrestre.

 

Somente ao se evangelizar é que adquire a verdadeira base para nortear as suas comparações e, nesse momento verifica quão foi tolo, julgando ser melhor do que os outros.

 

Jesus veio mostrar que perante Deus todos são iguais. Irmanou-nos, portanto, igualou-nos diante das leis divinas sábias, justas, perfeitas, tendo nos reconduzido à justa posição, induzindo-nos a reconhecer o quanto ainda falta para que sejamos considerados dignos diante do nosso criador.

 

Em vista disso, como desprimorar nosso irmão? Por que fazê-lo? Não é ele o nosso companheiro de jornada que, se hoje aprende algo conosco, amanhã com certeza, poderá tutelar os nossos passos nas mais diversas sendas?

 

Todos têm defeitos e virtudes. No entanto, é preciso não esquecer que todos estão evoluindo e evolução implica em melhoria.

 

Se alguém hoje tem comportamentos dos quais deve se libertar, precisa de ajuda e não de insultos que venham dificultar ainda mais a tarefa de aperfeiçoamento.

 

Se formos capazes de nos calarmos frente as imperfeições alheias, Deus proverá para que as nossas próprias também sejam perdoadas e esquecidas por nossos irmãos.

 

“tudo que quiseres que façam os outros, faze também tu”, ensinou Jesus.

 

Cada ser, cada criatura, por pior que possa parecer traz consigo algo que merece ser enaltecido.

 

Façamos isso, meus irmãos. Esforcemo-nos para descobrir não os vícios, mas as virtudes alheias.

 

Coloquemo-las em evidência e estaremos incentivando os nossos irmãos a desenvolverem mais e mais qualidades.

 

É tão bom ser considerado bom!

 

Deus ampara todos igualmente e é somente a ele que cabe o julgamento.

 

Trabalhemos, pois, para cumprir os seus santos desígnios, dignificando-nos sempre.

 

 

Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia Paulo de Tarso – Pasta 6

 

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