MOÇOS OU VELHOS?

 

“Não há moços nem velhos e sim almas jovens no raciocínio ou profundamente

enriquecidas no campo das experiências humanas.”

 

Para o homem é ainda difícil aquilatar a extensão da palavra eternidade.

Uma vez adquirida a consciência de si próprio, o homem raciocina como se tudo começasse e terminasse aqui, numa única encarnação.

Para que ele consiga vislumbrar o eterno, é preciso adquirir um pouco mais de experiência no campo bendito do esclarecimento.

O homem caminha eternamente em busca da perfeição e utiliza a matéria como meio.

O tempo, cronometrado em dias, meses e anos perde completamente o significado quando se pensa que não haverá fim.

O que é o hoje, o que será o amanhã senão átimos diante da eternidade?

O que é ser velho ou moço? Que significado tem a idade de uma pessoa?

Nenhum a não ser a soma de suas experiências, o montante de sabedoria que acumulou e o quanto essa sabedoria pode significar luz para os seus semelhantes.

O imaturo tem ainda uma longa estrada a percorrer, necessitando vencer aquilo que caracteriza a sua pouca idade espiritual: o egoísmo.

 

Quanto mais imaturo, mais egoísta.

O espírito que já colheu flores e dores em suas sucessivas peregrinações, possui um cabedal de experiências arquivadas em sua memória espiritual que o alertam sobre o que ele deve perseguir como meta renovadora e o que ele já testou como impropriedade de ação, evitando, assim comprometer-se mais uma vez diante da justiça divina.

Quem sabe nos sentiremos assim fortalecidos em nosso íntimo para nos achegarmos de mãos postas e merecermos, por nosso turno, o perdão.

Ah irmãos! quanto alívio e que recompensa sublime existe no coração daqueles que depois do reconhecimento do próprio erro conquistou o perdão de seu irmão e sentiu a complacência de Deus.

Somente aqueles que conseguiram esta conquista com o coração reconhecido de gratidão puderam avaliar o aprendizado com bom senso e amor.

 

Temos certeza de que dificilmente tomarão atitudes futuras que possam ofender a alguém e, sem dúvida, também aprenderam a dar seu perdão com mais facilidade, tendo maior compreensão para com os erros alheios.

Lembremos mais uma vez as palavras do Mestre Sublime: “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará”.

“Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

 

Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso”

Livro “Palavras Libertadoras” – Setembro de 1996

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