“É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.”
Marcos (10:25)
Quando somos testados através dos bens materiais que possuímos, o grande risco que corremos e o desabrochar do orgulho e do egoísmo.
Muitas vezes, o brilho ofuscante da riqueza cega-nos os sentidos, amortece o nosso coração frente às penúrias alheias.
Este é o pior momento que atravessa o possuidor da riqueza material; é a fase negra que seu espírito vive, porque não consegue vislumbrar a real aplicação da riqueza que Deus lhe concedeu por empréstimo.
A riqueza é um caminho de júbilo quando conseguimos possuí-la com desprendimento, permitindo aos que nos cercam usufruir os benefícios que ela proporciona. Ela revela, então, em nos, a abnegação, a caridade, o amor ao próximo.
A riqueza assim procede quando com ela incentivamos a produção, damos emprego a inúmeras criaturas, alimentamos a sociedade, criamos incentivos ao progresso, amparamos a ciência, propiciando-lhe meios para descobrir formas de melhorar a condição de saúde e de vida dos seres, em evolução neste planeta.
0 importante não é fazer a obrigação que a sociedade nos impõe, mas é ir além se recursos materiais nos permitem. E podemos ir além através da educação, dos meios de ensino, da alimentação, da moradia digna, da saúde, dos remédios, dos ensinamentos de higiene, das boas palavras, dos bons exemplos, da exigência para que façam o melhor, pois ao exigirmos qualidade daqueles que produzem para nós, estaremos, com isso, ensinando-os a progredir e se melhorarem.
Recompensemos seus esforços, elogiemos, criemos planos de incentivo e promoções justas; elevemos nosso semelhante, para que eles nos elevem; amemos essas criaturas, para que o amor transborde em torno de nós; trabalhemos, enfim, com a riqueza que Deus nos emprestou para melhorar a face do planeta, melhorando a condição de vida daqueles que nos cercam, porque somente assim poderemos almejar viver num mundo melhor.
A riqueza não é empecilho para que nenhum de nós possamos almejar possuir o Reino dos Céus. Ela é, sim, um dos caminhos que nos leva a ele.
Quando o Mestre Jesus disse ao jovem rico que o procurava, que deveria despojar-se de todos os seus bens, distribuindo-os aos pobres e depois seguí-Lo, quis testá-lo na sua capacidade de desprendimento e abnegação.
Assim também conosco perdura até hoje, o chamamento do Cristo: “despoja-te de toda a tua riqueza, vem e segue-me”, Jesus quer nos exortar: despoja-te de todas as tuas fraquezas em relação ao dinheiro, enxerga adiante, auxilia a humanidade a crescer num mundo melhor, sentindo-te feliz e ditoso por ter contribuído com tua riqueza de forma útil e saudável, e vive em paz, sabendo que o que estava ao teu alcance foi feito.
Estaremos dispostos a seguí-Lo, através do trabalho incessante de auxílio material e espiritual dos nossos irmãos em humanidade?
Se temos recursos ou não, devemos atendê-Lo, em qualquer momento, em qualquer circunstância, lembrando-nos sempre que os tesouros que possuímos são considerados elementos de progresso, não para entesourá-los em nosso íntimo somente em benefício de nossos egoísticos momentos de efémero prazer, mas fazê-los frutificar em benefício de muitos, na ascensão para o Reino de Deus.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso” – Pasta 16