Um dos piores hábitos do homem terreno é realçar os defeitos alheios. Uma criatura pode ter novecentas virtudes e um defeito. Este último será sempre motivo de assunto nas reuniões em que seu nome for lembrado.
Falta de caridade!
Cale o defeito do seu irmão. Você também não gostaria que os seus próprios defeitos fossem destacados, que outra pessoa o apresentasse como o fraco, o medroso, o tímido, o corrupto, o mentiroso, o inescrupuloso…
Cada qual sabe melhor do que ninguém os defeitos que possui e que necessita combater. Não é às custas de humilhações que nos sentiremos mais fortes e encorajados.
Em absoluto. Muitas vezes a simples menção do defeito, nos deixa em posição de guarda e a sua correção é retardada mais ainda porque o orgulho ferido nos cega, fechando as possibilidades de uma autoanálise equilibrada.
Portanto, atendendo ao apelo do amigo espiritual, não comentemos jamais a intimidade de nosso irmão. Não temos o direito de faze-lo, uma vez que nós mesmos nos encontramos atolados em nossos próprios defeitos.
Ajudemos com palavras de incentivo, procurando sempre enaltecer as qualidades que há nele e assim, estaremos auxiliando-o a ganhar forças para superar suas fraquezas e seremos, então, por ele lembrado à guisa de benfeitores.
Receberemos pensamentos de gratidão e fraternidade, que aumentarão os nossos “lucros” diante das contas do eterno Bem.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia Paulo de Tarso – Pasta 6