Quantas e quantas vezes vós fostes solicitados a auxiliar e quantas vezes atendestes a esses pedidos?
Essas são oportunidades preciosos que, muitas vezes, não se repetem mais.
Auxiliar não é fácil.
Com frequência, esbarrais na vossa inércia, nos vossos medos, na vossa falta de tato.
Tendes a preocupações com aquilo que pensam de vós, com a insistência em que irão vos solicitar o auxílio.
O importante é auxiliar, mas fazê-lo sem ferir suscetibilidades.
De preferência, auxiliar sem ostentação, sem muito falatório, sem humilhar, sem ferir.
Se guardas para si os tesouros que Deus vos concedeu, seja através de trabalhos manuais, seja através de trabalhos intelectuais ou espirituais, isto vos leva somente a usura, ao egoísmo.
Às vezes, uma palavra é o suficiente.
Outras, ouvir é o auxílio silencioso.
Contudo, não falheis se alguém necessitar de algo material que possuis. Dai daquilo que podeis.
Estendei as mãos com bondade, com meiguice, sem esperar nada em troca, sem promessas, sem condicionamento, sem admoestações.
Já basta a quem recebe o auxílio, a situação embaraçosa ou desfavorável em que se encontra.
Auxiliai e passai adiante.
Se não puderdes resolver todo ou em parte o problema, uma orientação também é válida; aquele que está em situação difícil, muitas vezes, não consegue enxergar a saída que está próxima.
Lembrai-vos de Jesus cujo Divino Coração sabia como hipotecar Sua amizade e distinguir-vos com Sua presença.
Assim, também vós deveis sair de vossa comodidade e oferecer os minutos disponíveis para auxílio ao necessitado.
Não dispondo de minutos, liberai pensamentos positivos de paz, saúde, equilíbrio a tantos quantos necessitem dessa alavanca de auxílio.
E, ao auxiliar, não faleis, não divulgueis.
Quanto mais falardes, mais sujeitos estareis de dizer aquilo que não quereis.
E, muitas vezes, entre as palavras falaciosas encontram-se os rudes espinhos que dilaceram uma alma sofrida a caminho de sua integração com os irmãos em sociedade, em ascensão para Deus, em evolução espiritual.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia Paulo de Tarso – Pasta 6