Quantas são as oportunidades que Deus, nosso Pai concede ao homem para ascender evolutivamente!
Bondosamente coloca nas mãos de cada filho as ferramentas com as quais ele será capaz de realizar uma enormidade de tarefas.
Outras tantas são recursos amorosos que fecundam seu coração para que possa servir ao seu semelhante.
No entanto, a cobiça o tira do caminho que o Pai lhe traçou.
A inveja que sente do outro é uma força destrutiva que não só escurece a estrada alheia como a própria.
Impelido por pensamentos torpes, o invejoso destrói a todos que o rodeiam; lança dardos venenosos em direção ao objeto de sua ira, uma vez que passa a odiar aquele em cujo lugar almejaria estar.
Para que tudo isso, irmãos queridos?
Nem de longe suspeitais o que vai na alma daquele, cuja posição desejais ocupar; quanta preocupação, quanta responsabilidade traz em suas mãos, quantas vidas tem sob sua custódia…
Seríeis capazes de fazê-lo com o mesmo desembaraço?
Teríeis realmente preparo para tomar todas as decisões que competem á posição elevada?
Meditai um pouco, meus queridos.
O fruto da vossa inveja é absolutamente improcedente, porque invejais cargos que não podereis levar conosco a lugar algum quando deixardes aqui o vosso corpo físico.
Os bens materiais não vos pertencem; apenas ficam sob a vossa guarda se Deus julgar competentes para administrá-los em Seu nome.
Invejais o efeito e não a causa do poder, pois ignorais o que ele representa em termos de compromisso espiritual.
Trocai a inveja pela admiração e esforçai-vos para conquistar as virtudes do irmão que invejais.
Vede quanto trabalho, quanta dedicação tal criatura necessita desenvolver para que seu posto seja coroado de êxito, esse mesmo êxito que desejais alcançar sem esforço.
Admirai aquele que com bondade, ternura e carinho dirige os destinos de seus subordinados que, como prova de reconhecimento, dedicam-se ao trabalho com afinco, fazendo da maior produtividade a resposta às atenções recebidas.
Admirai aquele que conquistou honestamente a posição social elevada usando a força do trabalho, do amor e da competência, como fiel servidor do Mestre Jesus a atender-lhe os divinos apelos, compreendendo que, se o Pai Celestial trabalha até hoje, ele deve fazer o mesmo.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia Paulo de Tarso – Pasta 6