A discrição é uma virtude essencial às pessoas que desejam se reformar intimamente tornando-se discípulos de Jesus.
Temos que ser discretos no tratamento de problemas de irmãos que recorrem a nós em busca de soluções, muitas vezes embaçadas pelos tormentos que a aflição traz às criaturas.
Quantas vezes nossos problemas são agigantados pela nossa própria imaginação?
Por isso, queridos irmãos, quando atravessamos momentos difíceis, em que tantas vezes não vislumbramos sequer uma luz que nos ajude a encontrar uma solução, recomendamos, em primeiro lugar paciência, que fará com que aguardemos momento mais propicio em que a serenidade nos auxiliará a separar o joio do trigo e, finalmente, nos encaminhará ao encontro, se não de uma solução, pelo menos de um amigo ou irmão que certamente, com a mente e posição de maior descanso, nos ajudará, estendendo-nos suas mãos.
Agora, meditemos um pouco sobre a posição daquele que poderá estender as mãos.
Quantas e quantas vezes ele pode deixar-se empolgar pelos problemas expostos perdendo, por afeição, a calma para julgar determinada situação e colocar-se em posição mais alarmante que a própria criatura que passa pela aflição, pensando com isso estar sendo solidário.
Na verdade, está perdendo a oportunidade de ajudar o refazimento de alguém que pede simpatia e compreensão.
Por isso, é tão importante que mantenhamos a mente sadia, com pensamentos elevados, aberta a qualquer momento à inspiração benfazeja.
Por isso, também é importante que o amor fraterno seja um hábito manifesto sempre com serenidade.
O tratamento amoroso e sereno dos problemas, tanto dos próprios como dos alheios, sempre trará o efeito de amenizar os efeitos que as provações trazem a todos.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia Paulo de Tarso – Pasta 6