“Pelas tuas palavras serás justificado”

“Pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.”

(Mateus, 12:37)

 

“0 peixe morre pela boca”, assim corre o provérbio na esfera dos encarnados. Um pouco de reflexão sobre o assunto nos mostra o cuidado que se deve ter com a palavra, seja ela escrita ou falada.

 

A palavra é a maravilhosa exteriorização do pensamento; é ela que aproxima as pessoas, estreitando o relacionamento dos povos; é através dela que o sentimento de fraternidade se manifesta.

 

A palavra demonstra o estado íntimo do ser humano. Ela tanto pode consolar como desconsolar, alegrar ou entriste­cer, felicitar ou infelicitar, transformando-se não raras vezes em arma contundente a ferir corações e desequilibrar mentes.

 

Quando proferimos palavras afetuosas, consoladoras, mensageiras da esperança e da alegria de viver, estamos nos ligando às sublimes esferas celestiais que utilizam corações bondosos, atentos ao bem, para socorrer e aliviar as aflições de neces­sitados,  às vezes à beira da loucura.

 

Entretanto,  se nossas palavras são repletas de rancor,  amarguras e tristezas,  sofremos as influências das forças inferiores com as quais nos afinamos,  contaremos com a presença e aquiescência dos que ainda não viram a claridade nas infinitas ja­nelas do bem,  deixaremos de ser úteis ao próximo que conosco convive,  como deixaremos de dar o testemunho cristão,  motivo pelo qual muitas vezes desencarnados carentes de luz,  de nós se aproximam para aprender a perdoar,  procurando ouvir de nossos lábios a palavra de compreensão e amor.

 

Quando a palavra atinge o ouvinte,  levando a mensagem de amor que brota do coração,   sentimo-nos em paz,  como se estivéssemos sendo justificados de todas as faltas cometidas e envolvidos em luzes e bênçãos.

 

Mas, se formos portadores de palavras odiosas, invejosas, não conseguimos o alívio no coração, ao contrário, a insatisfação e o mal-estar de nós se apossa, golpeando-nos a consciência.

 

Cuidemos do uso da palavra para que ela exteriorize a luz da bondade,  nascida do sentimento puro,  mas frequente­mente ocultada porque o homem se deixa dominar por sentimentos inferiores que lhe embrutecem o espírito.  Cuidemos de plantar a se­mente da boa palavra e encontraremos alívio para a nossa consciên­cia que deve estar em constante ligação com a Consciência Maior: Deus!

 

Instituição Beneficente “A Luz Divina”

Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso” – Pasta 16

 

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