“A propagação das ideias materialistas é o veneno que inocula em muitos a ideia  do suicídio e os que se fazem seus apóstolos assumem uma terrível responsabilidade.”

“A propagação das ideias materialistas
é o veneno que inocula em muitos a ideia  do suicídio
e os que se fazem seus apóstolos assumem uma terrível responsabilidade.” 

(E.S.E. – Cap. V)

 

O homem, em sua insignificância moral diante da justiça das Leis Di­vi­­nas, julga-se dono da verdade e compromete-se em deveres comuns, desligando-se de compromissos edificantes ao entender não ter vindo a es­­­te planeta para servir, mas sim para ser servido, postando-se sempre em evidência.

Quando chega a tal compreensão, afasta totalmente a ideia de um­­ Ser Su­pre­mo a movimentar a jornada terrena, levando, favorecendo a pro­pagação do materialismo como veneno corruptor das mais sa­­­dias con­quis­tas, tornando-se apóstolo da chamada “bravura”, de­­­­­sistindo de lutar à procura da luz em todos os atos da exis­tên­cia.

Não existem apóstolos sem seguidores e é nessa condição que as idéi­as­ de deserção da vida corpórea se alastram, inoculando o veneno sutil, porém amar­go do suicídio, levando apóstolo e seguidor a terrível res­pon­sa­bi­li­da­de que terão de assumir perante a Misericórdia Divina, que não con­de­na filho al­gum, porém, exige o cumprimento da Lei Maior.

Suicidar-se: dar a morte a si mesmo; causar a própria ruína. Se o irmão verificasse o significado de tão tresloucado ato no dicionário das palavras terrenas, cer­ta­men­­te buscaria refrear tal atitude indigna de si mesmo, impedindo-o de causar sua des­trui­­ção física, moral e espiritual.

Quantos irmãos vivem hoje na carne cumprindo a Lei Maior, como ver­dadeiros farrapos humanos, ressarcindo o gesto impensado do suicídio em vidas passadas, cujo veneno ainda per­manece latente em seu íntimo.  E, em muitas oca­siões, eis que repetem o gesto terrível, adormecidos na inconsciência da finalidade de suas dores, verdadeiras portas abertas para a redenção dos sofrimentos.

Não encontraremos a luz que emana do Cristo nas contendas da vida, mas no bem que praticarmos em nosso próprio favor, re­co­nhe­cen­do que somos centelhas divinas à procura de porto seguro, não como trans­gressores da Lei, mas como obreiros da fé na vida, cônscios de que os pa­trimônios do mundo pertencem ao Pai, que nos empresta para que te­nhamos vontade íntima para superar qualquer agrura da longa jornada a seguir, apagando nossas faltas ao abreviarmos a ta­re­fa­ a que fomos designados.

Somente haveremos de tomar conhecimento de tais leis quando tivermos a certeza da nossa condição de filhos de um Pai Amoroso, com plenas condições de resgate e, ainda, quando assumirmos, como proposta íntima, que nosso direito acaba quando inicia o de nosso irmão e quando nos encontrarmos, diante de nós mesmos, empunhando uma tocha de luz em todos os atos de nossa existência.

 

Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia Paulo de Tarso – Pasta 48

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