Observando-se quão difícil aprender sem errar, saibamos
desculpar os desacertos dos outros, tanto quanto
esperamos tolerância para os nossos.
“Não julgueis para não serdes julgados.” Por essas palavras, o Mestre Jesus adverte o aprendiz da Boa Nova sobre a necessidade da tolerância para com o próximo.
O erro é parte do processo de aprendizado na conquista das experiências. Ao dar os primeiros passos, a criança cai inúmeras vezes até atingir o momento de se firmar sobre as próprias pernas, dominando-as; conquista a liberdade de caminhar, correr e brincar; o pássaro tentará por várias vezes o voo que lhe possibilitará o domínio das alturas; os animais selvagens atendem às necessidades do estômago caçando, todavia, perder a caça é estímulo para novas tentativas; o atleta nem sempre consegue vencer os obstáculos; no entanto, a experiência frustrada é incentivo para intensificar os treinos.
Num processo de autoanálise convencemo-nos de que a nossa vida pessoal é repleta de tentativas de acerto e o que aprendemos se alicerça em erros e enganos cometidos a valorizarem as experiências e os momentos vividos.
Aquele que diz “eu não erro” faz uma afirmativa perigosa. Tolerância para conosco mesmos é luz a orientar a tolerância com o próximo. Ser tolerante não é ser conivente com os erros alheios como não é incentivo.
É compreender que não somos infalíveis, que cada um se encontra diante das lições necessárias ao seu grau de evolução; o que hoje executamos com desenvoltura e facilidade, para o semelhante é lição extremamente difícil e o erro, se ocorrer, favorecer-lhe-á melhor assimilação do aprendizado.
Recordemos que a vida é uma escola onde cada um, pela Misericórdia Divina, se matricula no curso mais adequado às aptidões e necessidades de reajuste ante as leis que regem a Vida.
Modifiquemos a nossa ótica ante os erros alheios pelas lições exemplificadas por Jesus de Nazaré, procurando sempre a “boa parte” que o semelhante detém como réstia de luz a nos indicar que aquele que hoje erra, poderá ser o nosso professor de amanhã.
Instituição Beneficente “A Luz Divina”
Grupo de Psicografia “Paulo de Tarso” – Pasta 20